Oficina "A Arte de Contar Histórias", ministrada no SESI Rondonópolis / MT , para Professores da EJA (Educação de Jovens e Adultos) - 19/03/2011.



Arrumar as malas e viajar pelo interior do Estado de Mato Grosso, tem sido minha deliciosa rotina nas últimas semanas deste mês. A cidade de Rondonópolis recebeu-me de braços aberto e logo se prontificou a compartilhar mil e uma histórias, através da memória de seus habitantes, no caso específico, professores do SESI/EJA.
Primeiramente meu agradecimento especial a Cíntia, foi ela quem acreditou na ideia de que seria possível reencantar o universo educacional contando histórias, e para isso conseguiu viabilizar através do SESI, os meus encontros com professores contadores de histórias, possibilitando-me apresentar sugestões para o desenvolvimento e aprimoramento do potencial que cada um já possui. Confesso que não poderia haver parceria mais feliz que essa.
A arte de contar histórias tem sido praticada nos mais variados estilos, principalmente na área educacional, no entanto, proponho aos participantes uma reflexão sobre cada estilo apresentado. De maneira espontânea, logo a equipe de professores e técnicos apresentaram suas histórias, suas expressões e seu modo de ver e compreender o mundo.
O melhor de tudo isso foi perceber nesse grupo, uma alegria contagiante, uma disposição e disponibilidade de querer fazer e dispostos a aprender e ao mesmo tempo prontos para socializar tudo que sabem. As histórias foram surgindo na roda, saltaram pelos poros e não cabendo nas bocas saltaram pela sala, alguns tiveram que correr atrás delas e aprisioná-las no papel, mas por um bom motivo, o de não esquecê-las, pois de tão maravilhosas e cheia de encantamento que eram e que mereciam ser expressadas com toda a sua intensidade por meio de desenhos coloridos e cheios de vida.
Outros preferiram contá-las várias vezes, através da oralidade, do gestos e dos sons e até mesmo para além das interpretações as histórias saltaram dos corpos (instrumentos mediadores da oralidade, da comunicação), para as sombras que rapidamente tomaram vida própria, fazendo com que o público também realizasse a sua leitura, que muitas vezes nos conduziam a lugares inusitados e ao mesmo tempo parecia tudo muito real e próximo do nosso cotidiano.
Segundo Matos (2005, p.2) "Podemos dizer que os contos populares são próprios da cultura oral, enquanto os literários são próprios da cultura escrita". Nesse sentido a oficina oferta uma possibilidade de reflexões sobre as diferenças e semelhanças entre a oralidade e a escrita.
São maravilhosas e gratificante essas descobertas, que poderão servir de auxilio para os professores em sala de aula ao utilizarem atividades direcionadas a partir dessas discussões que valorizam a oralidade, a escrita e a arte.
Agradeço a Patrícia, Márcia e Ceris que generosamente acompanhou-me durante todo o trabalho. Fica aqui meu grande abraço e meus parabéns para os professores e técnicos que participaram da oficina, todos vocês são nota dez!!!
Abraços, beijos e até a próxima.

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